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AUTORETRATO

1986 - Assírio & Alvim

 

 

Sê quem me lê,


decifrador de enigmas.


Folheia-me como a uma árvore de folhas soltas,

se é outono.

Todas as palavras mentem, no interior da sua


obscuridade.


Nada te prende ao verso, 


aos seus ínvios caminhos,


às suas seduções de velha prostituta.


 

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